
quarta-feira, 7 de abril de 2010
terça-feira, 6 de abril de 2010
Dossiê Ditadura: Mortos e Desaparecidos Políticos no Brasil (1964-1985)
Tocar nos corpos para machucá-los e matar. Tal foi a infeliz, pecaminosa e brutal função de funcionários do Estado em nossa pátria brasileira após o golpe militar de 1964.
Tocar nos corpos para destruí-los psicologicamente e humanamente. Tal foi a tarefa ignominiosa de alguns profissionais da Medicina e de grupos militares e paramilitares durante 16 anos em nosso pais. Tarefa que acabamos exportando ao Chile, Uruguai e Argentina. Ensinamos outros a destruir e a matar. Lentamente e sem piedade. Sem ética nem humanismo.
Macular pessoas e identidades. Perseguir líderes políticos homens e mulheres, em sua maioria jovens.
É destas dores que trata este livro. É desta triste história que nos falam estas tristes páginas marcadas de sangue e de dor (...)
Este é um livro de dor. É um memorial de melancolias. Um livro que fere, e machuca mentes e corações. Um livro para fazer pensar e fazer mudar o que deve ainda ser mudado e pensado em favor da vida e da verdade.
Mas também um livro que faça a verdade falar, gritar e surgir como o sol em nossa terra. Um livro que traga muita luz e esclarecimento nos anos que virão.
Um livro, vários brados, uma certeza verdadeira. Nunca mais a escuridão e as trevas. Nunca mais ao medo e à ditadura. Nunca mais à exclusão e à tortura. Nunca mais à morte. Um sim à vida.
São Paulo, 21 de novembro de 1994.
Paulo Evaristo, CARDEAL ARNS
Arcebispo Metropolitano de São Paulo
Tocar nos corpos para destruí-los psicologicamente e humanamente. Tal foi a tarefa ignominiosa de alguns profissionais da Medicina e de grupos militares e paramilitares durante 16 anos em nosso pais. Tarefa que acabamos exportando ao Chile, Uruguai e Argentina. Ensinamos outros a destruir e a matar. Lentamente e sem piedade. Sem ética nem humanismo.
Macular pessoas e identidades. Perseguir líderes políticos homens e mulheres, em sua maioria jovens.
É destas dores que trata este livro. É desta triste história que nos falam estas tristes páginas marcadas de sangue e de dor (...)
Este é um livro de dor. É um memorial de melancolias. Um livro que fere, e machuca mentes e corações. Um livro para fazer pensar e fazer mudar o que deve ainda ser mudado e pensado em favor da vida e da verdade.
Mas também um livro que faça a verdade falar, gritar e surgir como o sol em nossa terra. Um livro que traga muita luz e esclarecimento nos anos que virão.
Um livro, vários brados, uma certeza verdadeira. Nunca mais a escuridão e as trevas. Nunca mais ao medo e à ditadura. Nunca mais à exclusão e à tortura. Nunca mais à morte. Um sim à vida.
São Paulo, 21 de novembro de 1994.
Paulo Evaristo, CARDEAL ARNS
Arcebispo Metropolitano de São Paulo
quarta-feira, 31 de março de 2010
segunda-feira, 15 de março de 2010
Centenário do Dia Internacional da Mulher 08 de março
Grupo Mulher Maravilha realiza atividades e participa com outras entidades no Sertão do Pajeú e no Recife
Há mais de 20 anos, o Grupo Mulher Maravilha
tem a preocupação de celebrar o Dia Internacional da Mulher, procurando sempre levar às mulheres do Recife e do Sertão do Pajeú informações sobre os motivos dessa data tão importante em nosso calendário político e aproveitar para lutar por mais direitos.
Neste ano de 2010, o Dia Internacional da Mulher completa 100 anos de celebração. Mas a tragédia que deu origem a essa data ocorreu há 153 anos, em Nova York, quando 129 mulheres trabalhadoras têxteis lutavam para que a jornada de trabalho fosse reduzida de 16 para 10 horas diárias e por melhores condições de vida. Os patrões mandaram a policia atear fogo na fábrica, queimando vivas aquelas 129 mulheres.
O Grupo Mulher Maravilha lembrou essa data, neste ano, com uma intensa programação de atividades no Sertão do Pajeú e no Recife, facilitando palestras com temas sobre o Dia Internacional da Mulher e sobre os direitos conquistados até os dias atuais, em sua maioria violados pelo próprio estado e pela sociedade. Discutiu com as mulheres a Lei Maria da Penha e ainda sobre os eixos temáticos polêmicos do Programa Nacional de Direitos Humanos 3, além de entrevistas e debates nas emissoras junto a outras entidades parceiras, que construíram uma programação conjunta e de sessão solene na Câmara de Vereadores(as).
O Grupo também realizou um encontro com os grupos de Mulheres do Fórum de Mulheres do Pajeú, Projeto Advocacy apoiado pela UNIFEM. No dia 06/03, os grupos se concentraram no Sindicato com outras mulheres e representantes de instituições e caminharam pelas ruas de Afogados de Ingazeiro até a Praça da Alimentação, cantando, falando palavras de ordem em carro de som, e fazendo panfletagem pela feira. Na concentração, foram feitos depoimentos e falas sobre o significado do evento. No Sertão, o tema mais abordado foi “Mulher, Democracia e Poder”. O Grupo Mulher Maravilha, também representando o MNDH, refletiu sobre o PNDH 3.
No dia 08 de março, em Afogados da Ingazeira, foi realizada uma sessão solene na Câmara de Vereadores(as) homenageando as mulheres.
No Recife, mulheres e jovens dos programas acompanhados pelo Grupo Mulher Maravilha participaram com milhares de pessoas de movimentos sociais do Estado, inclusive com uma multidão de trabalhadoras(es) rurais que, após concentração na frente da FETAPE, partiram em caminhada até o Palácio do Governo quando então o Movimento das Trabalhadoras Rurais entregou um documento reivindicatório ao Governo.
Após participar da manifestação na cidade, representantes do Grupo Mulher Maravilha do Recife e do Sertão participaram de uma mesa de debates na Universidade Católica de Pernambuco, à noite falando sobre a luta da Mulher Rural, seu perfil, suas dificuldades. Outras palestrantes falaram sobre Economia Solidária.
Tanto do ato público à tarde quanto do debate à noite na UNICAP, participou uma jovem representante das comunidades quilombolas acompanhadas pelo Grupo Mulher Maravilha com apoio do PDHC. Edna, da comunidade de Abelha – Carnaíba, e do Grupo de Mulheres do Fórum do Pajeú (apoiado pela UNIFEM), e Fátima pelas Mulheres de Benvirá do Sertão também participaram das atividades do Centenário do Dia da Mulher no Recife, além das outras mulheres e jovens do GMM - Recife.
O grande tema do Movimento de Mulheres de Pernambuco, neste ano, foi “Programa Nacional de Direitos Humanos 3 – Queremos TODO, não pela Metade”.
Há mais de 20 anos, o Grupo Mulher Maravilha
tem a preocupação de celebrar o Dia Internacional da Mulher, procurando sempre levar às mulheres do Recife e do Sertão do Pajeú informações sobre os motivos dessa data tão importante em nosso calendário político e aproveitar para lutar por mais direitos.
Neste ano de 2010, o Dia Internacional da Mulher completa 100 anos de celebração. Mas a tragédia que deu origem a essa data ocorreu há 153 anos, em Nova York, quando 129 mulheres trabalhadoras têxteis lutavam para que a jornada de trabalho fosse reduzida de 16 para 10 horas diárias e por melhores condições de vida. Os patrões mandaram a policia atear fogo na fábrica, queimando vivas aquelas 129 mulheres.
O Grupo Mulher Maravilha lembrou essa data, neste ano, com uma intensa programação de atividades no Sertão do Pajeú e no Recife, facilitando palestras com temas sobre o Dia Internacional da Mulher e sobre os direitos conquistados até os dias atuais, em sua maioria violados pelo próprio estado e pela sociedade. Discutiu com as mulheres a Lei Maria da Penha e ainda sobre os eixos temáticos polêmicos do Programa Nacional de Direitos Humanos 3, além de entrevistas e debates nas emissoras junto a outras entidades parceiras, que construíram uma programação conjunta e de sessão solene na Câmara de Vereadores(as).
O Grupo também realizou um encontro com os grupos de Mulheres do Fórum de Mulheres do Pajeú, Projeto Advocacy apoiado pela UNIFEM. No dia 06/03, os grupos se concentraram no Sindicato com outras mulheres e representantes de instituições e caminharam pelas ruas de Afogados de Ingazeiro até a Praça da Alimentação, cantando, falando palavras de ordem em carro de som, e fazendo panfletagem pela feira. Na concentração, foram feitos depoimentos e falas sobre o significado do evento. No Sertão, o tema mais abordado foi “Mulher, Democracia e Poder”. O Grupo Mulher Maravilha, também representando o MNDH, refletiu sobre o PNDH 3.
No dia 08 de março, em Afogados da Ingazeira, foi realizada uma sessão solene na Câmara de Vereadores(as) homenageando as mulheres.
No Recife, mulheres e jovens dos programas acompanhados pelo Grupo Mulher Maravilha participaram com milhares de pessoas de movimentos sociais do Estado, inclusive com uma multidão de trabalhadoras(es) rurais que, após concentração na frente da FETAPE, partiram em caminhada até o Palácio do Governo quando então o Movimento das Trabalhadoras Rurais entregou um documento reivindicatório ao Governo.
Após participar da manifestação na cidade, representantes do Grupo Mulher Maravilha do Recife e do Sertão participaram de uma mesa de debates na Universidade Católica de Pernambuco, à noite falando sobre a luta da Mulher Rural, seu perfil, suas dificuldades. Outras palestrantes falaram sobre Economia Solidária.
Tanto do ato público à tarde quanto do debate à noite na UNICAP, participou uma jovem representante das comunidades quilombolas acompanhadas pelo Grupo Mulher Maravilha com apoio do PDHC. Edna, da comunidade de Abelha – Carnaíba, e do Grupo de Mulheres do Fórum do Pajeú (apoiado pela UNIFEM), e Fátima pelas Mulheres de Benvirá do Sertão também participaram das atividades do Centenário do Dia da Mulher no Recife, além das outras mulheres e jovens do GMM - Recife.
O grande tema do Movimento de Mulheres de Pernambuco, neste ano, foi “Programa Nacional de Direitos Humanos 3 – Queremos TODO, não pela Metade”.
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