sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

TERCEIRA CONAES TEVE EXPRESSIVA PARTICIPAÇÃO DAS MULHERES EMPREENDEDORAS


Aconteceu em Brasília no período de 26 a 30 de novembro último a Terceira Conferência Nacional de Economia Solidária (3ª CONAES), com o tema: “Construindo um Plano Nacional da Economia Solidária para promover o direito de produzir e viver de forma associativa e sustentável”. Essa Conferencia foi marcada pela expressiva presença do Movimento Nacional dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis (MNCR) e pela Rede Economia Solidária  e Feminista. Participaram 1.600 delegadas (os).
No dia 26,  houve mesa de abertura com um painel sobre Economia Solidária e Feminista, que, entre outras questões, tratou do empoderamento das Mulheres no processo de construção dos planos estaduais e nacional de Economia Solidária. A presidenta Dilma Roussef, acompanhada de ministros (as) e de outras autoridades, brindou a todas e todos com a sua presença na solenidade de abertura da Conferencia e foi calorosamente aplaudida. Paul Singer, Secretário Nacional da Economia Solidária, que esteve presente  durante a Conferencia, também recebeu carinho e muitos aplausos.

As (os) delegadas (os) participaram das seguintes plenárias temáticas: Produção, comercialização e consumo sustentáveis; Crédito e finanças solidárias; Institucionalidade da Economia Solidária e das Políticas Públicas, e Educação para a Autogestão: conhecimentos, assessoria técnica e tecnologias.

 Durante a conferência, foi realizado um Encontro franco-brasileiro de gestores de politicas de Economia Solidária, e uma  Mostra Nacional  de Economia Solidária com exposição e venda de produtos os mais diversos, revelando a criatividade de nossa gente que sabe transformar lixo em luxo.


No final, foram aprovadas várias moções, entre as quais uma de repúdio pela indicação do nome de Katia Abreu, defensora do latifúndio e do Agronegócio, para ocupar o Ministério da Agricultura na nova gestão da presidenta Dilma, e encerrada a Conferência com pronunciamentos, cantos, abraços e com a certeza de que fortalecemos nossos laços de solidariedade pra o bem-viver.
O Grupo Mulher Maravilha, por intermédio de Lourdes Luna, fundadora e integrante da Coordenação,  participou da 3ª Conaes, juntamente com algumas mulheres  que fazem parte do Fundo Rotativo Pajeú Solidário, representando o segmento dos Empreendimentos Econômicos Solidários.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Caravana de Educação em Direitos Humanos – Grupo Mulher Maravilha Presente



No dia 11/09/2014 – no auditório da UNICAP – Recife- PE foi realizada a Caravana de Educação em Direitos Humanos, ação concreta a partir do Fórum Mundial de Direitos Humanos  realizado em Dezembro de 2013 – em Brasília, promovido pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República,  com a participação da sociedade civil, governo e entidades internacionais. Essas Caravanas que estão sendo realizadas nos Estados, tem o propósito, entre outros , de colocar em pauta os Direitos Humanos para quebrar tabus e criar novos conceitos. É uma porta de entrada para uma nova cultura em Direitos Humanos.
A mesa foi composta pela Secretária  de Direitos Humanos da presidência da República – Ideli Salvati, representante  nacional do MNDH, do Dignitatis, Secretário Estadual de Direitos Humanos e membros da Comissão Estadual da Verdade e da Comissão de Combate à Tortura.

Em sua fala, a Ministra defendeu a criminalização da homofobia, trazendo  relatos de recentes crimes  no Brasil, por preconceito a exemplo do incêndio no Centro de Tradições Gaúchas- CTG onde haveria uma cerimônia de casamento  de 28 casais heterossexuais, o assassinato de um casal gay e de um jovem de 18 anos. Disse ainda que não foi fácil aprovar uma lei criminalizando o racismo e a Lei Maria da Penha e certamente não será  fácil aprovar uma lei que criminalize a homofobia, por isso é preciso debater com a sociedade  e no Congresso  Nacional  essa questão para  que se possa ter um avanço na legislação. Referiu-se  ainda da tortura nos presídios, em particular do Anibal Bruno, da criminalização dos(as) defensores(as) de Direitos Humanos citando que em entrevista na radio, o jornalista perguntou por que os Direitos Humanos defendem bandidos. Ela falou que bandido vira bandido, mas ao nascer é gente. Portanto, é pessoa humana e assim sendo não pode ser torturado, pois os  Direitos Humanos  são universais. Também  se referiu ao caso Rubens Paiva, vítima da ditadura militar e completou que o ocultação de cadáver é crime  imprescritível.

A Senhora Nair Ávila, mãe de  Manoel Mattos,  Defensor dos Direitos Humanos assassinado na Paraíba  em 24/01/2009  por grupos de extermínio da região foi homenageada no evento, finalizado  com protestos de um grupo de ambulantes, trabalhadores(as) informais  denunciando  o Prefeito  do Recife pela retirada dos(as) trabalhadores dos seus locais de trabalho, de forma truculenta sem oferecer-lhes alternativas de local onde possam trabalhar para ganhar o pão.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

25 de julho - Dia da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha



O Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-americana e Caribenha foi definido na realização do I Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, em 1992, em Santo Domingo, na República Dominicana.

            “A data objetiva ser um polo de aglutinação internacional da resistência das negras à cidadania de segunda categoria na região em que vivem, sob a égide das opressões de gênero e racial-étnica, e assim “ampliar e fortalecer as organizações e a identidade das mulheres negras, construindo estratégias para o enfrentamento do racismo e do sexismo”.” (Fatima Oliveira).
            O Brasil tem a maior população negra fora da África (aproximadamente 100 milhões de pessoas) e as mulheres negras (pretas+ pardas), são cerca de 49 MILHÕES.
            Em razão disso, o Movimento de Mulheres Negras, no ano de 2014, faz dessa data e do mês de julho (julho das pretas), não apenas a comemoração do Dia 25 de julho, mas um reforço para articulação da Marcha das Mulheres Negras 2015, com o propósito de mobilizar e aglutinar o maior número de organizações de mulheres e outras organizações do Movimento Negro, visando a defender a cidadania plena das mulheres negras brasileiras para que assim tenham seus direitos humanos plenamente respeitados, marchando em homenagem à ancestralidade com protagonismo exclusivo das mulheres negras, em Brasília-DF em 2015.

Calendário da Cidadania
Uma campanha do Grupo Mulher Maravilha
Memória  - Verdade e Justiça



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quinta-feira, 3 de julho de 2014

O Arraial da Cidadania foi comemorado com participação e alegria



Realizado pelo Grupo Mulher Maravilha (GMM), Associação de Tabaqueiros de Afogados da Ingazeira e moradoras (es) da Travessa Francisco Guimarães, onde está localizada a filial do GMM, o Arraial da Cidadania contou com a participação e animação das(os) moradoras(es), Grupo da Terceira Idade Renascer, grupos participantes de projetos executados pelo GMM, além de pessoas e organizações parceiras.

            Ocorrido no dia 13 de junho, dia de Santo Antônio, o arraial esteve recheado de música, comidas típicas e brincadeiras tradicionais como: quebra-panela, pescaria da cidadania (que enfocou temas trabalhados pelo GMM) e a alegria de quem foi prestigiar tão bela festa.

A Escolinha da Dança “Vem Dançar”, da professora e coreografa Millena Lopes, abrilhantou a festa com belíssimas apresentações de xote e xaxado pelas crianças que participam da escolinha, além da alegria de quem teve a sorte de ganhar o balaio junino sorteado durante o arraial.
            O arraial terminou com a entrega do prêmio do concurso do Arraial na Minha Rua com a presença de moradores das ruas concorrentes ao prêmio em continuidade à programação dos festejos juninos do município de Afogados da Ingazeira.


quarta-feira, 25 de junho de 2014

Fundo Solidário é criado por grupos de Economia Popular Solidária no Sertão do Pajeú



 

Grupos de empreendimentos em Economia Solidária de Afogados da Ingazeira que participaram do projeto “Construindo Cidadania com empreendedorismo e Sustentabilidade junto a Jovens e Mulheres” executado pelo Grupo Mulher Maravilha, em convênio com a Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária do Estado (SARA), por meio do Programa de Apoio ao Pequeno Produtor Rural (ProRural), acabam de criar o Fundo Rotativo Pajeú Solidário.

O Fundo Rotativo Pajeú Solidário visa fortalecer os grupos participantes do projeto e outros vindouros que mantenham uma prática coletiva, democrática e autogestionária, construindo sua sustentabilidade dentro dos princípios da Economia Popular Solidária.      
  

Para Silvana Faustino, do Grupo de Mulheres Flor de Açucena, e Luciete Ramos, do Grupo de Mulheres Artesanato Pajeú, integrantes da Comissão Gestora, esse Fundo irá incentivar os grupos a dar continuidade a seus trabalhos e à produção coletiva, vontade bem expressa durante a participação no projeto executado pelo GMM. Duas palavras sintetizaram a avaliação e o sentimento de todas (os) as (os) participantes da reunião que finalizou o Regimento Interno do Fundo Pajeú Solidário:


VITÓRIA E ESPERANÇA!